Se fosse possível,
Voltar a nascer
Viver tudo sem sofrer.
Se fosse possível,
Voltar a estar contigo
Tocar e sentir-te.
Se fosse possível,
Não errar
E fazer o tempo parar.
Se fosse possível,
Sentir o teu amor
E o calor do teu corpo.
Se fosse possível
Acontecer tudo o
Que queremos.
Tudo seria possível
E eu não teria
De te perder.
19 março 2007
09 março 2007
Tempo II
Horas, minutos e segundos
tempo em movimento marcado
pelos ponteiros que teiman em não parar
Quero tentar retroceder o movimento
voltar a contar o tempo
vivendo de novo tentando não errar
Trabalha o pêndulo do relógio constantemente
marcando cada segundo
marcando cada minuto
e vejo as horas sempre a passar
Quero ir, quero ficar
conto os segundos, os minutos, as horas
vivendo o tempo, olhando sempre
para os ponteiros que
teimam em não parar
tempo em movimento marcado
pelos ponteiros que teiman em não parar
Quero tentar retroceder o movimento
voltar a contar o tempo
vivendo de novo tentando não errar
Trabalha o pêndulo do relógio constantemente
marcando cada segundo
marcando cada minuto
e vejo as horas sempre a passar
Quero ir, quero ficar
conto os segundos, os minutos, as horas
vivendo o tempo, olhando sempre
para os ponteiros que
teimam em não parar
25 agosto 2006
Silêncio II

Silêncio...
Puro silêncio...
nesta selva de betão
pessoas caminham,
bebés choram,
carros circulam,
aviões voam
E no entanto...
sinto uma enorme solidão
um silêncio vazio e branco,
tenho de gritar,
de conseguir falar,
talvez até cantar,
quero olhar,
olhos nos olhos
E no entanto...
sei que sou ínvisivel,
neste mundo não sou nada,
apenas e simplesmente transparente,
quero ter emoções,
chorar, rir, correr, pular, amar, odiar,
quero fugir e regressar,
E no entanto...
apenas sinto o puro silêncio,
silêncio... confuso,
silêncio... ímperfeito,
silêncio... ruídoso,
mas sempre puro silêncio
quero reagir,
tocar... bater... escavar... voar...
quero ser normal
saber viver neste mundo ímperfeito
e não ter medo de sentir ser ímpossivel
continuar a viver neste puro silêncio.
20 dezembro 2005
Socorro
Não sei quem sou
nem sei onde estou.
Acordei há pouco de um
sonho, infiníto.
Olhei à minha volta,
e nada conhecido
encontrei.
Estou perdido,
aqui dentro
deste sítio,
ao qual não pertenço.
Socorro!
Não sei como sair,
quero voltar ao
meu lugar.
Nada aqui é
familiar.
Sinto a falta do
meu mundo.
Sinto a falta da
minha casa.
Socorro!
Preciso de alguém
que me ajude
a voltar.
nem sei onde estou.
Acordei há pouco de um
sonho, infiníto.
Olhei à minha volta,
e nada conhecido
encontrei.
Estou perdido,
aqui dentro
deste sítio,
ao qual não pertenço.
Socorro!
Não sei como sair,
quero voltar ao
meu lugar.
Nada aqui é
familiar.
Sinto a falta do
meu mundo.
Sinto a falta da
minha casa.
Socorro!
Preciso de alguém
que me ajude
a voltar.
14 dezembro 2005
Eu

Sou igual, sem nada diferente
sou ossos, carne e pele
sou interior e exterior
pernas, boca, nariz e olhos
Sou normal por fora
e diferente por dentro
sou Eu... original
sem cópias
sou o que sempre fui
e o que sempre quis
tudo me pertence
no meu corpo
apenas sou eu
diferente de todos
e sem ninguém
igual a mim
07 outubro 2005
Sentimento
Sinto tudo o que quero por ti sentir,
sentimento que faz sentido,
aqui, hoje, amanhã,
eternamente
Tudo o que sinto no teu toque,
no teu falar, na tua presença, no teu olhar,
juntos num sentimento que não consigo dizer,
apenas o sinto como o prazer de viver
Quero este sentimento,
sem parar de o sentir,
sentindo sempre contigo,
tudo ao mesmo tempo,
sem pressa de o definir
Saborear as tuas palavras,
conversar com os teus olhos,
ver o teu toque no meu corpo,
e sentir tudo como sinto,
desde o primeiro momento.
sentimento que faz sentido,
aqui, hoje, amanhã,
eternamente
Tudo o que sinto no teu toque,
no teu falar, na tua presença, no teu olhar,
juntos num sentimento que não consigo dizer,
apenas o sinto como o prazer de viver
Quero este sentimento,
sem parar de o sentir,
sentindo sempre contigo,
tudo ao mesmo tempo,
sem pressa de o definir
Saborear as tuas palavras,
conversar com os teus olhos,
ver o teu toque no meu corpo,
e sentir tudo como sinto,
desde o primeiro momento.
18 agosto 2005
Humano
Receber tudo sem revelar,
o que temos para dar,
absorver tudo o que nos dão,
mas nunca pedir nada.
Voar para lá da verdade,
sentir medo ao olhar para baixo,
cair a pique e ter a sensação,
de afundar num poço sem saida.
Falar, gritar e não abrir a boca,
rir, chorar e não ter expressão facial,
ser um simples manequim,
que é vestido e despido,
até perder a conta,
não sentir nada, nem sequer
respirar.
Robô de metal, que apenas,
obedece sem questionar,
sem saber que por vezes,
o que se faz de alguma forma,
pode magoar.
o que temos para dar,
absorver tudo o que nos dão,
mas nunca pedir nada.
Voar para lá da verdade,
sentir medo ao olhar para baixo,
cair a pique e ter a sensação,
de afundar num poço sem saida.
Falar, gritar e não abrir a boca,
rir, chorar e não ter expressão facial,
ser um simples manequim,
que é vestido e despido,
até perder a conta,
não sentir nada, nem sequer
respirar.
Robô de metal, que apenas,
obedece sem questionar,
sem saber que por vezes,
o que se faz de alguma forma,
pode magoar.
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