27 julho 2005

Viver

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Quero viver para sempre...
Abraçar a vida e nunca mais a largar,
parar no tempo, não envelhecer,
ficar a gozar tudo o que tenho,
e querer muito mais.

Quero viver para sempre...
Sentir tudo, Saborear,
momento a momento,
sem nada perder e
com imensa intensidade.

Quero viver para sempre...
Perder-me no tempo,
saltar de momento em momento,
não parar, nem sequer pensar,
onde terminar.

Quero viver para sempre...
fugindo, correndo, saltando,
tentando sempre despistar,
o único momento certo,
que temos, quando vivemos
e onde nunca queremos
parar.

21 julho 2005

Música

Sentado, fico contemplando o espaço que me rodeia,
ouvindo musicas desconhecidas no ar...
Falam de tudo, e falam de nada.

Tocam sem parar, uma a seguir a outra,
tentando alterar sempre a nossa maneira de estar,
nem sequer consigo recordar a primeira música que tocou.

Vou cantando, tento acompanhar o tom,
sem surtir efeito no meu som.

Não consigo largar uma palavra para o ar,
no entanto por dentro sinto que o som vai saindo cantando.

19 julho 2005

Criança

Queremos todos regressar ao passado,
viver sempre como crianças,
sem problemas e sem ter de pensar no futuro.

Sonhar que somos de novo donos do nosso tempo,
poder ser infantil sem ninguém apontar ou críticar.

Mas no entanto... não quero voltar ao passado,
não quero ser criança e viver de novo os tempos de brincadeira.
Sinto-me sufocar só de pensar em voltar a esse tempo.
Tempo esquecido, apagado dentro de mim,
que volta de novo para atormentar a minha mente.

Quero regressar ao tempo de adulto e nunca mais pensar,
que algum dia fui criança, e muito menos lá voltar.

Quero brincar, mas agora que sou adulto,
poder fazer tudo o que não fiz,
mas sem precisar de voltar ao passado
que tanto tempo levei a esquecer e que custa sempre regressar.

05 julho 2005

Sonhar...

Sonhar... sem sonhos,
sonhar acordado,
sem estar a dormir deitado.

Sonhar sempre o mesmo,
sem lembrar o sonho.

Sonhar com tudo,
sonhar despertado,
sem conseguir tirar nada do sonho.

Sonhar vivo,
sonhar acompanhado,
sem querer sonhar isolado.

06 junho 2005

Viajens



Às vezes sinto-me como um estranho, a viver em terra estranha,
onde tudo o que vejo não faz sentido nem parece familiar.

Analizando melhor as coisas que me rodeiam,
as pessoas, os animais,
chego à conclusão que nem tudo é assim tão estranho.

Tomo atenção às atitudes, às conversas, reacções,
e dou conta que já as vi em algum lugar,
que estas não são estranhas,
e são, até, muito semelhantes ou iguais às do sítio que penso que seja o meu lugar.

Viajo muito, sem precisar de nenhum mecanismo para o fazer,
apenas desligo do meu corpo e viajo sem nenhum rumo antever.

No certo, sempre pensei que era um estranho neste sítio.
Hoje, estou um pouco mais confiante que talvez sou deste lugar,
ou, pelo menos, por aqui já passei há muito tempo,
e como tal é muito difícil lembrar de tudo que por aqui realizei.

Desta vez vou tentar memorizar todos os momento aqui vividos,
assim, se algum dia voltar,
talvez consiga recordar estes belos dias vividos,
sem ter de novo por eles passar,
aproveitando, assim, o tempo para apenas acumular mais belos momentos.

03 junho 2005

Objectivo

Ando calmo, sereno e certo do que quero,
navego na imaginação, vivendo e correndo
com esperança de alcançar o meu objectivo.

Tenho de pensar, reflectir e colocar em prática,
tudo o que sinto e vejo ao meu redor.

Não posso ficar confuso,
não posso complicar,
não posso parar,
apenas tenho de seguir,
andar ou correr para conseguir o meu objectivo,
e não basta apenas tentar.

Barreiras, muros e outros problemas,
que apareçam à minha frente,
eu irei ultrapassar.

Nem a morte vai conseguir com que eu pare,
deixe de correr e não tente,
o meu objectivo de contigo ficar.

02 junho 2005

O teu corpo

Como adoro dormir no teu corpo,
sentir a tua presença ao meu lado,
o teu cheiro, o teu tacto,
respirar em sintonia e sonhar.

Mesmo depois de saires, não fico só,
tenho a tua presença no ar.
é bom conseguir sentir-te apenas pelo que ficou...
nos lençois, na almofada e em todos os objectos e sitios
desta casa.

Assim sinto-me seguro, protegido, estável...
E no fundo muito feliz porque tenho a certeza que,
mesmo acordando, se não te vir deitado ao meu lado,
logo a noite vou de novo sentir o teu corpo a repousar aqui.