17 abril 2007

Passado

Tento avançar
sem nunca olhar para trás
tenho de seguir
não posso ficar aqui e morrer

Passo a passo
sigo em frente
sem saber o que faço

Passo a passo
avanço no futuro
deixo para trás o meu passado

avanço no início
com um passo
relutante e devagar

Pouco a pouco
acelero, corro
para o futuro
perco o presente
e não volto mais ao passado

11 abril 2007

Sentir



Não sei se voltarei a amar,
Nem sequer sei se alguma vez amei.

Apenas sei que sabe bem acordar,
e ter alguém ao nosso lado a dormir.

Perguntaram-me do que é que tenho medo,
e não consegui responder.

Porque na verdade já não tenho medo,
de ficar sozinho.

Apenas sei que tenho medo,
de não saber amar e voltar a sentir.

02 abril 2007

Não sei o que faço

Não sei o que faço
Ando confuso
Vagueio pelo
mundo
Passando ao lado
de todos e de tudo

Não sei o que sinto
Nem o que senti
apenas tento
aproveitar
tudo o que passa por mim

Ando devagar
Não meço velocidade
nem respeito
o tempo mas não
tenho pressa

Hoje feliz amanha
quem sabe
Hoje diferente
esperando que o tempo passe

19 março 2007

Impossível

Se fosse possível,
Voltar a nascer
Viver tudo sem sofrer.

Se fosse possível,
Voltar a estar contigo
Tocar e sentir-te.

Se fosse possível,
Não errar
E fazer o tempo parar.

Se fosse possível,
Sentir o teu amor
E o calor do teu corpo.

Se fosse possível
Acontecer tudo o
Que queremos.

Tudo seria possível
E eu não teria
De te perder.

09 março 2007

Tempo II

Horas, minutos e segundos
tempo em movimento marcado
pelos ponteiros que teiman em não parar

Quero tentar retroceder o movimento
voltar a contar o tempo
vivendo de novo tentando não errar

Trabalha o pêndulo do relógio constantemente
marcando cada segundo
marcando cada minuto
e vejo as horas sempre a passar

Quero ir, quero ficar
conto os segundos, os minutos, as horas
vivendo o tempo, olhando sempre
para os ponteiros que
teimam em não parar

25 agosto 2006

Silêncio II



Silêncio...
Puro silêncio...
nesta selva de betão
pessoas caminham,
bebés choram,
carros circulam,
aviões voam

E no entanto...
sinto uma enorme solidão
um silêncio vazio e branco,
tenho de gritar,
de conseguir falar,
talvez até cantar,
quero olhar,
olhos nos olhos

E no entanto...
sei que sou ínvisivel,
neste mundo não sou nada,
apenas e simplesmente transparente,
quero ter emoções,
chorar, rir, correr, pular, amar, odiar,
quero fugir e regressar,

E no entanto...
apenas sinto o puro silêncio,
silêncio... confuso,
silêncio... ímperfeito,
silêncio... ruídoso,
mas sempre puro silêncio
quero reagir,
tocar... bater... escavar... voar...
quero ser normal
saber viver neste mundo ímperfeito
e não ter medo de sentir ser ímpossivel
continuar a viver neste puro silêncio.

20 dezembro 2005

Socorro

Não sei quem sou
nem sei onde estou.
Acordei há pouco de um
sonho, infiníto.
Olhei à minha volta,
e nada conhecido
encontrei.

Estou perdido,
aqui dentro
deste sítio,
ao qual não pertenço.

Socorro!
Não sei como sair,
quero voltar ao
meu lugar.

Nada aqui é
familiar.
Sinto a falta do
meu mundo.
Sinto a falta da
minha casa.

Socorro!
Preciso de alguém
que me ajude
a voltar.